terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

(( MÍDIA SOCIAL NÃO É PRA QUALQUER ZÉ RUELA! ))

GENIAL...! Está no site "Um passinho a frente, faz favor", uma graça! Leiam:


"Hoje li dois posts que me deixaram com comichão para escrever este aqui. Na verdade já havia lido um excelente post do Cardoso sobre o uso de mão de obra não qualificada em mídias sociais e já estava querendo escrever sobre o assunto. Vamos adiante que no decorrer deste IMENSO texto eu vou destrinchando as coisas com mais detalhes.

Quem é quem e o quê esse quem precisa.

Não faz muito tempo recebi uma ligação de Tárcio, jornalista da Folha de Pernambuco, que queria tirar algumas dúvidas comigo para uma matéria sobre mídias sociais. Como bom apaixonado sobre o assunto eu vejo qualquer oportunidade de soltar minha verborragia como uma grande oportunidade. Ótimo. “Qual é exatamente o papel de um analista de mídias sociais?” foi a primeira, e derradeira, pergunta. Tárcio, como bom jornalistas, acertou na mosca. Essa questão SEMPRE me incomodou e eu vou explicar exatamente o porquê.

Em uma agência tradicional temos o atendimento, mídia, RTV, tráfego, redator, diretor de arte, diretor de criação, planner, produtor gráfico e algumas outras funções modernosas e como nomes esquisitos. O objetivo? Comunicar por meio de campanhas de marketing. Várias funções para várias atividades distintas e complementares. Podemos então chamá-los de publicitários, claro, mas cada um exerce uma função específica – a não ser que trabalhem em agências pequenas, aí exercem BEM mais de uma. O que vem ao caso é que cada pessoa dentro de uma agência tradicional tem, ou deveria ter, uma função com objetivos, métodos e práticas distintas. Cada um deles deve ser parte de uma equação maior que leve a uma coisa: resultado. E porque em mídias sociais são todos “analistas”? Não, não são. Na verdade nem dá mais pra definir o que é exatamente um ANALISTA. O que ele faz? Ele faz seeding? Ele analisa resultado? Ele atende o cliente? Ele cria? Ele planeja? Ele cuida do network? Compra espaço? Prepara relatórios imensos com milhares de dados que o cliente não vai saber interpretar?

Trabalhar com mídia social é muito mais que simplesmente entender de blogs, ter twitter, saber usar o orkut. Trabalhar com mídias sociais é bem mais que ser “analista de mídias sociais” – que é como mais de 15000 pessoas no twitter se descrevem, mesmo aquelas que NUNCA atuaram na área. Trabalhar com mídias sociais é FODA.

Neste post da Miss Moura – um dos posts que li hoje – ele entra bem neste assunto. Ela defende algo que EU defendo de coração: não há mais espaço para guris bem intencionados a frente de agências de mídias sociais. A coisa deixou de ser “brincadeira” – e ao meu ver nunca foi – para se tornar a mídia que mais cresce no mundo. Enquanto alguns alegam a proximidade do estouro da bolha outros apostam no seu crescimento. Eu estou entre os que apostam no crescimento. A bolha não vai estourar. Haverá um freio de arrumação e os aventureiros vão todos parar fora do bumba.

Agências que se aproximam de um funcionário e saem com um “Ah, você tem Orkut, Facebook, Twitter e Blog? Está promovido a VP de mídias sociais” vão levar na cabeça. Vão levar da mesma forma que as agências tradicionais levaram quando quiseram criar seus departamentos WEB só para terem que vê-los morrer na praia. A receita é simples: cada um faz aquilo que entende e juntos buscamos atingir o objetivo planejado. Cada um no seu quadrado.

Esse último parágrafo quase vai de encontro com aquilo que defendo. Quase. Lendo-o sem cuidado você pode achar que eu acredito que quem trabalha com mídia social só precisa entender de mídia social e não de propaganda. Isso ficaria para a agência. Erro de interpretação seu, apressadinho. Longe disso. Defendo exatamente o que a Miss Moura defende: o profissional de mídias social deve SIM entender de mídia social e de suas ferramentas – dãh – mas ele PRECISA ter uma base de comunicação social! O cara tem que entender de análises de mercado, bechmarking, planejamento de campanhas, processo de compra, branding, comportamento do consumidor. Ele precisa conseguir planejar a curto, médio e longo prazo. Ele precisa conseguir reagir de forma rápida e eficiente na hora de aplicar planos de contingência. Ele precisa ver além dó universo WEB. Mídia Social não é algo restrito a WEB, entendam! Ela é o boca-a-boca 2.0 e como tal se estende para o universo convencional e você PRECISA entender como isso funciona se quiser ser um bom profissional nessa área.

Mídia Social tem de ser BARATA.

Não jogue pedra ainda, o título é apenas uma jogadinha. Eu discordo dele. Não, não tem que ser. Não, não é. Ela DEVE ser cara por um motivo SIMPLES: a responsabilidade de se falar por uma empresa ou marca.

No texto do Cardoso ele mostra um caso clássico que corrobora essa opinião. Um funcionário, claramente um idiota, com acesso ao twitter oficial da empresa, postou:

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Acontece que, como podem ver, a empresa é a VODAFONE, uma das maiores empresas de telefonia do mundo. Acontece que, como sabem, o funcionário falou em NOME da empresa. Para todos os casos a VODAFONE disse “Eu estou cansada de bichonas sujas, agora vou atrás de xoxota”.

Vocês conseguem imaginar o tamanho da crise online e off-line que algo assim pode disparar? Dá para ter noção da verba que será gasta com RP para se solucionar um problema que poderia não ter existido se tivessem economizado menos na hora de selecionar QUEM ficaria a frente da mídia social da empresa? O barato saiu caro, muito caro.

Recentemente recebemos aqui na Dani uma solicitação de um cliente. Entre os serviços prestados estariam toda a alimentação e manutenção do blog e perfis em redes sociais. Traduzindo? Nós seriamos o cliente na WEB. Ao apresentarmos o orçamento uma defesa ferrenha se fez necessária. Para o cliente talvez parecesse que éramos simples apertadores de botão – afinal ele pode não conhecer a importância de um twitter inteligente como a Saraiva agora deve saber – mas para nós a coisa não pega exatamente na execução em si (que é bem mais cansativa do que vocês imaginam, só os relatórios podem deixar um doido) mas de algo maior, a responsabilidade de falar em nome daquela empresa.

Não dá pra ter qualquer profissional fazendo isso, não dá pra ter alguém sem supervisão constante, não dá pra aliviar a pressão. Um erro de português crasso, uma frase mal formatada, uma informação errada e… alakazam… vai viralizar sim, mas por motivos errados. A web não perdoa e logo o erro vai estar postado em todo lugar que você possa imaginar e reverter o quadro pode custar uma fortuna.

Se você você vai ser contratado para trabalhar na campanha política em mídias sociais o seu custo é proporcional a sua responsabilidade. Imagine a tuitada da Vodafone no perfil oficial de José Serra… consegue imaginar o estrago?

Mas o custo vai além disso…

Bem Misteriosa, errando e ensinando.

Ontem o Twitter foi INUNDADO com a tag #bemmisteriosa. Basicamente trata-se de uma campanha que direciona os internautas para um site, hospedado pela Schincariol, onde vemos “algo” através de um buraco de fechadura. Pelo planejamento, falho, da campanha os internautas seriam estimulados a tuitar a tag para que a imagem por trás do buraco da fechadura se revelasse. Uma campanha que conta claramente com duas coisas: a capacidade de replicação de alguns relevantes do Twitter e com o voyeurismo da turma.

O interessante é que no projeto havia uma falha. O Merigo, do Brainstorm9, foi o primeiro a alertar que o número de twitters não tinha nada a ver com a revelação, que ela aparentemente seguia um padrão cronal, ou seja, se revelaria com o passar do tempo independente do número de tweets usando a tag. Como a turma é do mal alguém logo descobriu que alterando a data do computador o internauta que entrasse no site teria acesso a resposta. Mau, sapão, muito mau.

[UPDATE]

O perfil @bemmisteriosa_ é fake, como me disseram a pouco, e tive que editar o texto para corrigir uma falha de julgamento minha. A discussão e os erros de gramática que resultaram no tweet de Rosana, abaixo, são originados por algum troll que aproveitou o buzz e achou uma forma eficiente de sacanear a campanha.

image

Se o objetivo da ação era gerar BUZZ, gerou. Nesse sentido ela funcionou. Mas alguns erros de planejamento e execução certamente limaram de forma grosseira parte da ação. Mas se aos olhos do público a grande bobagem foi a briga com os usuários e os erros de gramática, que nem eram de responsabilidade da agência nem do cliente, para mim foi outra coisa…

Quando menos é mais e quando mais é realmente demais.

Um Buzz que gere 30 mil Tweets em 24h é algo digno de Jack Bauer ou de Michael Jackson. Só matando ou morrendo. Não é fácil se o conteúdo não for MUITO bom, coisa que o Bem Misteriosa não é. Não é ruim, vejam lá, mas não é NADA que mereça esse grau de viralização.

O que os caras fizeram? Compraram tweets de perfis relevantes. Observe que é uma TEORIA minha e não uma acusação.

Não dá para provar, claro. Vender tweets sem identificá-los como sendo pagos é coisa de Tessália – que foi apedrejada por causa de um tweet pago não identificado para o grupo Wall Mart – e nenhum blogueiro de renome se colocaria no mesmo nível da nova vilã do universo digital. Eles são melhores. Ninguém assumiria ter feito – apesar de na maior parte dos casos estar muito claro.

Veja bem, como profissional não vejo nada demais em vender ou comprar tweets. Faz parte do jogo. Cabe a quem vende e quem compra chegarem a um acordo para que o internauta não se sinta realmente enganado. Cabe a quem vende saber que não dá pra “anunciar” qualquer coisa sem ofender seus seguidores.

Alguns perfis, como o @ocriador, marcam tweets pagos com um singelo [$] em seu final assumindo assim um compromisso de transparência com seus leitores. Ele entende que credibilidade é a sua maior moeda e que não vale a pena arriscá-la por alguns caraminguás.

Mas o que entregou a estratégia foi a falta de planejamento. Se os tweets pelos perfis relevantes fossem melhor planejados a coisa funcionaria diferente. Primeiro no que diz respeito a quantidade. Deveria ter sido feito um planejamento para que os relevantes fossem aderindo aos poucos e não todos ao mesmo tempo. Isso faria com que parecesse mais natural.

E quanto ao conteúdo? Oras, algo como “Ei, @fulano, você faz ideia do que seja essa tal de #bemmisteriosa que está rolando?” é muito mais eficiente que “Estou curioso com essa #bemmisteriosa. Você não está? [link]”. “O que será essa #bemmisteriosa que todos estão falando, eu não sei o que é mas quero saber [link]”. Não sei se foram os relevantes que definiram suas linhas ou a agências… mas são ruins e óbvias que doem.

Não demorou para que os internautas se sentissem enganados e ativassem o modo rage/troll de parte deles. Não demorou para que os relevantes que baixassem o sarrafo em Tessália fossem alçados ao mesmo nível dela. E assim um BUZZ suplanta o outro, e o produto perde destaque para ação. Negativo, diga-se de passagem.

Planejar sempre, Sun Tzu já dizia.

Em resumo, amigos, mídia social é mais do que simplesmente um monte de nerds que moram com as mães alimentando perfis no Twitter e afins. É preciso conhecimento REAL de marketing e propaganda, é preciso planejamento, é preciso responsabilidade. Ousadia deve ser sempre acompanhada de uma base forte e de planos de contingência.

Os clientes precisam entender isso. As agências precisam entender isso. Vocês precisam entender isso. Quem não entender vai estourar junto com a bolha. E tenho dito."


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

(( 10 MANEIRAS DE FAZER UM MKT EFICIENTE POR E-MAIL ))

O site do "Pequenas empresas, Grandes negócios" disponibilizou nesse início de semana uma listagem com 10 dicas de como ser eficaz na utilização de e-mails marketing, trazendo retornos rápidos e ágeis para a empresa.

O site é o http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI114018-17156,00-MANEIRAS+DE+FAZER+UM+MARKETING+EFICIENTE+POR+EMAIL.html

Segue abaixo a lista preciosa:


"1 INVISTA EM SUA BASE DE E-MAILS
De nada vale ter uma listagem enorme e irrelevante para o negócio. “Já tivemos mailing de 25 mil e-mails e não sabía¬-mos nem o nome das pessoas”, diz Maurício Renner, editor do site de tecnologia da informação Baguete. “Depois de constatar que muitas mensagens não eram sequer abertas, fizemos uma campanha de recadastramento e temos hoje uma base consistente de 8.700 assinantes.”

2 ABRA UM CANAL PARA OPT-OUT
Em todos os e-mails que enviar, disponibilize um link para descadastramento — caso contrário, a sua empresa corre o risco de ficar associada ao desrespeito e à prática de spam.

3 ACERTE NA FREQUÊNCIA
A não ser que tenha autorização do cadastrado para envios mais frequentes, atenha-se aos e-mails quinzenais ou no máximo semanais. O excesso de e-mails pode gerar uma imagem negativa.

4 SEJA RELEVANTE
Analise os links clicados pelos destinatários para identificar grupos de interesse. Se houver tribos bem distintas, segmente sua base de contatos, de modo a criar e-mails efetivamente relevantes para quem recebe.

5 POSSIBILITE A TROCA
Não se restrinja a enviar mensagens. Apresente para o destinatário um canal de aprofundamento e interação, seja por e-mail, fone, site ou blog. Em sites e blogs, disponibilize formulários de cadastro e apresente a possibilidade de indicar amigos.

6 DOSE O TAMANHO DOS ARQUIVOS
Não carregue os e-mails com imagens ou anexos pesados. Caso queira disponibilizar arquivos grandes para o destinatário, gere um link que conduza a eles.

7 SEJA OBJETIVO
Tenha títulos e mensagens objetivas. Seu e-mail concorre com várias outras mensagens — você tem poucos segundos para atrair quem lê.

8 DRIBLE O ANTI-SPAM
Antes de liberadas pelos provedores, as mensagens passam por filtros anti-spam. Existem palavras ranqueadas em mecanismos específicos — se uma delas atinge certa pontuação, é interpretada como lixo. “Sexo”, “Viagra” e links para o Orkut, por exemplo, alcançam muitos pontos. Em períodos de programa Big Brother Brasil, “BBB” é um termo que também assusta. Antes de disparar várias mensagens eletrônicas convém testar o envio para endereços de provedores distintos. Uma vez aprovadas, tudo OK para o restante do grupo.

9 INVISTA NO ENVIO
Há empresas especializadas em envio de e-mail marketing. Elas têm pacotes econômicos para envios reduzidos, como mil mensagens mensais. O disparo “doméstico” costuma ser barrado pelos provedores.

10 MENSURE OS RETORNOS
O e-mail marketing não é mero instrumento para divulgação. Trata-se de um modo de conhecer melhor o cliente e identificar suas preferências. Tome as mensurações feitas por empresas de e-mail marketing como formas para incrementar seu negócio. Você pode inclusive fazer testes, enviando diferentes mensagens para dois grupos e comparando os retornos obtidos."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

(( O PERFIL DOS BRASILEIROS NAS REDES SOCIAIS ))

Olá pessoal... Hoje eu vi um vídeo muito interessante que gostaria de compartilhar com vocês. Fala sobre o perfil e comportamento dos brasileiros frente às redes sociais. Mostra vários dados e é bem dinâmico. Aí vai:

http://midiaboom.com.br/2010/02/perfil-dos-brasileiro-nas-redes-sociais/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

(( PORQUE FAZER PESQUISAS DE MKT NAS REDES SOCIAIS ))

Roberta Simões escreve no blog do Melhor do Marketing (www.omelhordomarketing.com.br) um artigo interessante sobre o porque de fazer pesquisas de marketing em redes sociais como twitter e orkut. Atualmente é a tendência das empresas já que cada vez mais pessoas aderem à essas redes, facilitando a busca pelos seus targets. A matéria segue abaixo:

"O mercado já conhece a pesquisa de marketing em ambientes off-line, se é que podemos chamar assim. No entanto, diante do acelerado crescimento das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC’s) e da utilização e participação das pessoas em redes sociais, como Blogs, Orkut, Facebook, Twiter, dentre outros, desponta para os profissionais de marketing um desafio: como utilizar estes espaços para descobrir informações relevantes sobre seus clientes e sobre o mercado.

De uma maneira geral a pesquisa de marketing tem por objetivo a coleta de dados e informações sobre determinado mercado, para que auxilie nas tomadas de decisão. Além de ser importante para se descobrir as necessidades dos clientes.

Não cabe aqui debater sobre qual o melhor tipo de pesquisa, se a on-line ou off-line, mesmo porque, para cada objetivo e necessidade um tipo de pesquisa se mostrará mais eficiente do que outra. Por isso, meu objetivo aqui é apenas compartilhar alguns dos meus pensamentos sobre o porque levar em consideração dentre as opções disponíveis, as pesquisas realizadas nas redes sociais na Internet.

A pesquisa nas redes sociais permite a observação do comportamento e a captação dos insights das pessoas. É possível que você descubra opiniões positivas e negativas sobre sua marca em vários canais, como Twitter, Blogs, Fóruns de discussão, Facebook, etc… E você ainda pode acompanhar o que falam de seus concorrentes também. Além dos custos com a pesquisa serem menores do que outros tipos de pesquisas.

Um fato que demonstra a relevância de pesquisas realizadas em redes sociais, citamos uma instituição de pesquisa respeitada, como o IBOPE/NetRatings que a partir de 2008 vem desenvolvendo pesquisas em redes sociais on-line, e obtendo resultados bastante interessantes, e que trazem a tona aspectos dos consumidores que seriam difíceis de detectarmos em pesquisas realizadas da maneira tradicional com que estamos acostumados.

O conhecimento adquirido com a investigação de comunidade virtuais, próprias ou independentes, pode auxiliar os profissionais de marketing a identificar os temas mais relevantes para um público específico, necessidades particulares a um pequeno grupo de consumidores, ou mesmo obter sugestões diretas para a modificação, aprimoramento ou desenvolvimento de produtos e serviços. Além destas possibilidades, as comunidades virtuais, permitem que se acompanhe de modo não intrusivo, a ocorrência de recomendações boca-a-boca entre os consumidores, dificilmente observáveis em ambientes físicos.

Com os resultados das pesquisas realizadas no ambiente virtual, os administradores podem gerar interesse adicional dos consumidores pela categoria do produto. De modo mais simples, uma empresa pode optar por incluir em seu site, links para comunidades virtuais cujos temas estão relacionados aos seus produtos ou serviços ou patrocinar comunidades independentes. Em qualquer um dos casos, é importante que a empresa não manipule abertamente a comunidade, para que esta não perca a credibilidade junto a seus membros.

Dessa forma, o desafio aos gestores dessas comunidades é monitorar as informações favoráveis ou não à empresa, marca ou produto e estabelecer naquele espaço um ambiente que estimule a troca de informações, para que assim seja possível coletar informações que poderão ser muito úteis ao aperfeiçoamento da organização."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

(( TWITTER É REDE DE INFORMAÇÃO ))

Lendo alguns post do twitter (onde acho a maioria das informações que disponibilizo aquim diga-se de passagem), vi uma matéria muito boa com sobre o co-produtor do twitter. Ele explica de uma forma simples e clara que ele vê sua criação não como mídia social mas como rede de informações. Também destaca a parceria feita com Google e Microsoft.

A matéria é da Meio & Mensagem:
http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Twitter_e_rede_de_informacao


"Biz Stone, um dos fundadores do Twitter, comemorou no Brasil o acerto de acordos assinados com duas grandes marcas do mundo digital: Google e Microsoft. Convidado pelo Grupo TV1 para se apresentar no segundo encontro Agenda do Futuro, realizado na noite desta quarta-feira, 22, ele deu os toques finais na negociação em São Paulo - e o anúncio foi feito nos Estados Unidos.


Com os acordos, os tweets (as mensagens de 140 caracteres) passam a constar das buscas feitas no Google ou no Bing, o sistema da Microsoft. Se alguém postar uma notícia a respeito de um evento em uma cidade, por exemplo, a informação entra na lista de resultados dos serviços. "Os acordos permitem uma busca melhor no Twitter. O search do Twitter só nos dá os últimos updates. Agora, com o Google e o Bing, que dominam o conhecimento da busca, o usuário poderá fazer uma pesquisa com maior valor", explicou Stone.

Assinar esse acordo reforça a filosofia do Twitter, que é a troca de informações, conforme salientou o cofundador. Em encontro com jornalistas antes de sua apresentação no evento da TV1, Stone comentou que procura manter uma relação aberta com todas as companhias possíveis, sejam elas de search, rede social, redes móveis ou redes de TV, com quem já teve algumas experiências nos Estados Unidos.

Nesse encontro, Stone reforçou palavras ditas durante o Festival de Cannes deste ano. Na ocasião, ao ser confrontado com comparações com o Facebook, ele afirmou que não via o Twitter como uma rede social, pois teria um papel mais complementar do que o site de Mark Zuckerberg. Em São Paulo, ele fez questão de enfatizar seu posicionamento. "Nós não nos consideramos uma rede social. Somos uma rede de informação". Isso porque os usuários continuamente reportam não apenas o que estão fazendo, mas o que está acontecendo ao seu redor, relatando de terremotos a protestos, entre outros temas que logo repercutem no mundo digital.

Também relembrando o que dissera em Cannes, quando avisou que começaria a ganhar dinheiro neste ano, Stone contou que passará a fazer receita em 2009, mas que não necessariamente será uma empresa lucrativa. Ele esclareceu que a companhia dedicou tempo e dinheiro para criar o "modelo de receita correto" para o Twitter. Como eles precisavam iniciar com algo, eles já deram largada em alguns experimentos.

"O primeiro projeto provavelmente será o de contas comerciais", afirmou. Isso significa serviços em que as companhias poderão medir seu sucesso no site de microblog - até o final do ano esse projeto deverá ficar pronto. "Há diversas corporações que utilizam o Twitter hoje, em uma atividade híbrida entre o marketing e o serviço de atendimento ao consumidor. Queremos fornecer um serviço adicional às companhias. Para que elas possam se tornar melhores twitters e seus seguidores possam ter uma melhor experiência. E, claro, para que o Twitter possa ganhar algum dinheiro".

No encontro Agenda do Futuro, que contou com 300 pessoas, Stone destacou alguns dos atributos que fizeram o Twitter crescer e conquistar tantos usuários (são mais de 44 milhões de cadastros, segundo dados de setembro). Além de contar como o site surgiu, o cofundador afirmou que a criatividade é uma fonte renovável e que é uma forma de superar obstáculos que antes pareciam intransponíveis.

Diversão

Um valor do Twitter, de acordo com Stone, é o humor. Isso ele provou contando a reação de outro fundador, Evan Williams, às críticas feitas ao site. Uma delas é que o site é divertido, porém não tem utilidade. A resposta de Williams foi "assim como o sorvete". Entre risos da platéia, Stone disse que eles vão continuar com a marca do humor.

Mas Stone voltou a ressaltar a posicionar o Twitter como um importante instrumento para compartilhar informação. Um exemplo dado para comprovar o poder que o site tem foi o de um estudante americano que esteve no Egito para participar de um protesto. Preso, ele postou uma mensagem no Twitter via celular: "arrested". Como as pessoas sabiam onde ele estava e o que tinha ido fazer, seus seguidores se mobilizaram e, algum tempo depois, ele enviou o recado que estava livre.

Com isso, Stone salientou que o Twitter não se trata de um triunfo da tecnologia, e sim da humanidade. Essa postura o leva a acreditar que o site tem um bom futuro pela frente. "Não acho que o que importa é quanto a tecnologia se desenvolveu. Tudo está relacionado com o quanto as pessoas se conectam às outras. Isso nós estimulamos".
Por outro lado, ele deposita grandes expectativas em relação ao mobile. Na conversa com os jornalistas, Stone reportou que há um crescimento expressivo do Twitter pelos celulares. No momento, o uso pelo site está estabilizado entre os norte-americanos, mas os acessos fora dos Estados Unidos vêm aumentando. Também cresce a utilização de aplicativos ligados ao microblog.

Solicitado na conversa com jornalistas a se definir em 140 caracteres, Stone respondeu que ficaria com apenas uma palavra: artista. Foi desse modo, como artista, que ele começou sua carreira. O desenho do passarinho que representa o site é dele. Mas o da baleia, não. Para quem não sabe, a baleia surge carregada por passarinhos quando o serviço trava em função do volume intenso de acessos ou dos problemas técnicos, fantasma que ainda persegue o Twitter, embora Stone diga que as pessoas têm visto um número menor de baleias ultimamente."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

(( NEM SÓ DE CONTEÚDO PAGO SERÁ O FUTURO PRÓXIMO DOS JORNAIS IMPRESSOS NA INTERNET ))

Matéria bacana da Nós da Comunicação: www.nosdacomunicacao.com

"A fundamental discussão que destaca o futuro do jornalismo impresso muito provavelmente deixará dois grupos em lados opostos: em um canto, os que acreditam que vender o conteúdo nos sites é a única forma de rentabilizar o negócio e alavancar as receitas combalidas pela fuga publicitária; de outro, aqueles que acreditam que são possíveis novas formas de relacionamento com os leitores, que continuariam tendo acesso livre às páginas na internet e pagariam para ter as notícias em outras plataformas, como os celulares.

No segundo grupo, está Alan Rusbridger, editor-chefe do conceituado jornal britânico ‘The Guardian’, que nos últimos meses tem destacado generoso espaço de seu conteúdo para debater os novos modelos de receita para o jornalismo. Nesta terça-feira, o executivo proferiu uma palestra na London College of Communication e mostrou que sua posição é oposta a do magnata Rupert Murdoch, dono do conglomerado News Corporation, e de publicações como ‘Financial Times’ e ‘The New York Times’. O segundo anunciou para o início de 2010 um modelo de cobrança pelo conteúdo na web parecido com o exercido pelo primeiro.

“A cobrança é uma aposta, e a indústria de jornais poderia aprender lições valiosas tentando diferentes modelos de negócio, especialmente ligados a conteúdos especializados ou pedindo aos leitores que paguem por textos em outras plataformas, como os celulares”, comentou Rusbridger, criticando o discurso e as ações de Murdoch. “Ele flertou com modelos gratuitos e sempre reduziu o preço de seus jornais para conquistar o público e abater a concorrência. Agora, está falando da boca para fora que os leitores precisam pagar o preço justo pelo conteúdo, em papel e on-line”, prosseguiu.

Apesar de reportar perdas diárias na casa das 100 mil libras (R$ 295 mil) durante 2009, muito por conta da crise financeira mundial, e de ter anunciado um plano de reestruturação interna, o ‘The Guardian’ festejou, por exemplo, a venda de 70 mil aplicativos para iPhone a US$ 3,99 cada (R$ 7,2) desde o lançamento em dezembro. “Estamos ainda começando no universo dos celulares, que é fascinante, mas ainda desconhecido. Seria loucura se nos escondêssemos atrás de uma parede, como a da cobrança na web, achando que assim resolveríamos tudo”, salientou.

Com informações do site journalism.co.uk."

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

(( QUANDO O LIMITE DO SER HUMANO É TER 150 AMIGOS ))

Uma reportagem exibida no site da VEJA mostra um estudo realizado na Universidade de Oxford, no qual anuncia a nossa pequena capacidade de trabalhar on line.

A matéria abaixo:

"Um estudo da Universidade de Oxford divulgado recentemente e em destaque no The Times nesta segunda-feira levantou uma possível importância que o número de Dunbar tem na relação social entre humanos. Segundo a pesquisa, o cérebro humano é capaz de administrar em redes sociais, no máximo, 150 amigos.

Robin Dunbar, antropólogo da instituição e autor da pesquisa, conseguiu pela primeira vez comprovar no mundo on-line a teoria que defendia na década de 90. Na época, o cientista concluiu a partir de observações de vários grupos que a capacidade de manter circulos sociais não passava do número 150, independente do grau de sociabilidade de cada pessoa.

Na web, a teoria já foi questionada. Em fevereiro, o sociólogo Cameron Marlow descobriu que um internauta comum consegue estabelecer uma relação estável com o próximo com no máximo 120 contatos em perfis no Facebook. Russerd Bernard, da Universidade da Flórida, concluiu que, nos Estados Unidos, os laços de amizade de uma pessoa podem chegar a 290.

Essas limitações existem devido a capacidade do neocórtex cerebral, que não se desenvolveu durante a evolução do homem. Em pouco tempo, o registro foi tão valorizado na internet que já existiram redes sociais que o adotavam para definir critérios de ingresso às plataformas participativas.

A rede social aSmallWorld, considerada como “Orkut dos ricos”, usou este discurso para defender seus princípios de uso e, claro, alcançar valorização e alarde em torno de seu serviço.

A construção do mito de que as novas tecnologias poderiam superar tal limitação não é o único fato que mais chama atenção. O estudo corrobora a premissa de que o internauta, hoje, reforça mais laços construídos de forma offline (cotidiano) do que propriamente criar novas amizades virtuais."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

(( OS 5 MOTIVOS QUE FIZERAMOS BLOGUEIROS SE APAIXONAREM PELO TWITTER ))

Segundo o autor do blog "Mídias Sociais" Ricardo de Paula, o twitter é hoje uma importante ferramenta de divulgação dos blogs além de um espaço de encontro entre os blogueiros.

Veja o artigo abaixo:


[[OS 5 MOTIVOS QUE FIZERAM OS BLOGUEIROS SE APAIXONAREM PELO TWITTER]]

1 –Promover seus blogs

O Twitter tem prestado um serviço inestimável à blogosfera – aumentar a audiência dos blogs!

Uma das maneiras mais eficazes de aumentar a audiência de um blog é divulgar seus posts no Twitter.

2 – Ver sobre o que as pessoas estão falando para pegar idéias para novas histórias

O twitter é em tempo real, você pode ver o que está repercutindo, pode ver sobre o que as pessoas estão falando, ou melhor, ver sobre o que os seus seguidores estão falando. Uma passada rápida nessas conversas pode gerar vários insights.

3 – Interagir com seus leitores

Twitter é um grande meio de comunicação entre o blogueiro e seus leitores. Os blogueiros podem fazer perguntas, iniciar discussões, enfim, saber o que os seus leitores estão pensando.

4– Interagir com outros blogueiros

Para um blogueiro é muito importante ter contato com outros blogueiros e promover seu trabalho. Quanto melhor a relação com seus colegas blogueiros maiores são as chances de ser parte atuante no segmento.

5 – Compartilhar links interessantes

Links interessantes sempre foram algo que as pessoas adoram compartilhar. E os blogueiros são mestres nisso! Todos os blogueiros que usam o Twitter periodicamente enviam esses links para seus seguidores, esses links não apontam para seu blog, mas representam um sinal de boa vontade e com freqüência resultam em novos seguidores.

(( ATÉ O PAPA ADERIU... ))

Numa mensagem dada no Dia da Comunicação, o Papa Bento 16 disse "Por Deus, tenham um blog!" para os padres.

Abaixo, a notícia veiculada no site do Yahoo! A matéria é de Philip Pullella.

"VATICANO (Reuters) - Por de Deus, tenham um blog!, disse o papa Bento 16 aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação para espalhar as mensagens do evangelho.

Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, o papa, 82 anos e conhecido por não amar computadores ou a Internet, reconheceu que os padres devem aproveitar ao máximo o "rico menu de opções" oferecido pelas novas tecnologias.

"Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais --imagens, vídeos, atributos animados, blogs, sites-- que juntamente com os meios tradicionais podem abrir novas visões para o diálogo, evangelização e catequização", disse ele.

Os padres, disse ele, precisam responder aos desafios das "mudanças culturais de hoje" se quiserem chegar aos mais jovens.

Mas Bento 16 alertou os padres de que não tentem tornarem-se estrelas da nova mídia. "Os padres no mundo das comunicações digitais devem ser mais chamativos pelos seus corações religiosos do que por seus talentos comunicativos", disse ele.

No ano passado um novo site do Vaticano, www.pope2you.net, foi lançado, oferecendo um novo aplicativo chamado "O Papa se encontra com você no Facebook", e outro permitindo acesso aos discursos e mensagens do Papa nos iPhones ou iPods dos fiéis.

Bento 16 ainda escreve a maior parte de seus discursos à mão, em alemão, e seus ajudantes mais jovens ficam a cargo de colocá-los em conteúdo digital."


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

(( DE VOLTA ))

É, digamos que eu voltei... depois de quase 1 ano e meio sem postagens (vou confessar, não tenho muita paciência), vou ver se consigo ir mais a fundo nesse brinquedo...

Bom, novidades: estou trabalhando em uma agência agora, a Quality (www.quality.com.br) como assistentente de atendimento e redatora... acho que foi até por isso que me animei a escrever mais... e o blog com certeza vai me ajudar!

No mais é isso... o estilo continua, sempre com textos publicitários e muitas curiosidades para os que se interessam por esse mundo de loucos!


Abraço.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

[[Os truques do Mkt para você comprar o que não pediu]]

Boa imagem no mercado é tudo o que todas as empresas gostariam de ter. Este conceito foi levantado por Ogilvy no início da sua trajetória profissional brilhante e bem sucedida. Com uma boa imagem a empresa está em situação privilegiada para ver bem recebidos todos os seus projetos e todos os seus produtos. O prestígio conseguido e a admiração que desperta são a base para o sucesso de uma empresa. Nem sempre a imagem corporativa corresponde à imagem de seus produtos, porque há casos de um determinado produto ter mais prestígio do que o seu fabricante e vice-versa. Antes das idéias que conceituaram a estratégia do posicionamento, era a imagem o que as empresas queriam para o que produziam.

A teoria de Trout e Ries, defendendo a tese de que o posicionamento de um produto era tudo o que se precisava para o sucesso de uma marca, veio para enfrentar uma dura realidade - a de que metade dos produtos que eram lançados fracassava estrondosamente. Nada do que os dois teóricos americanos ensinaram ajudou a salvar os produtos com erros de lançamento porque a taxa de insucessos continua alta. Mas pelo menos foi uma tentativa de evitar tanto prejuízo para as empresas, racionalizando alguns métodos que deveriam orientar a propaganda numa época de tanta concorrência. O consumidor tem diante de si, num supermercado, um leque cada vez maior de opções e vai ter de escolher apenas uma. Qual a marca de detergente que vai levar para casa? Que sabor de refrigerante? Que dentifrício ou achocolatado, se todos têm a mesma aparência e praticamente o mesmo preço? Claro que as promoções com vantagem de preço ou que ofereçam brindes ajudam na decisão, porque qualquer vantagem extra atrai mais consumidores. Mas nem todo dia, durante todo o ano, é possível lançar novas e maiores vantagens.

A crença de que a propaganda é o que estabelece a diferença no emaranhado de marcas tem ardorosos defensores e é bastante lógica. Mas já vi uma agência ser demitida porque o diretor de planejamento disse para o cliente que o seu produto e os concorrentes eram todos iguais. O que poderia diferenciá-los era a maneira de fazer propaganda. O diretor de planejamento exagerou na metáfora ao dizer que "é tudo a mesma merda", pois nenhum fabricante gostaria de ver o seu produto definido dessa forma. O que o publicitário talvez quisesse dizer e o que lhe faltasse em vocabulário lhe sobrasse em arrogância é que só a propaganda é capaz de posicionar um produto na mente do consumidor. Atividades promocionais podem ajudar mas não constroem um conceito definitivo nem definem a personalidade da marca.

A realidade tem demonstrado que não existe uma chave única para abrir as portas do sucesso para um produto. Os anúncios, por mais criativos e brilhantes, nada conseguem se faltarem outros elementos, que começam na oportunidade para o produto no mercado, passam pela sua composição de preço e pela distribuição e desaguam na qualidade. Existem casos de produtos que nunca fizeram publicidade e chegaram aos seus objetivos e outros que foram lançados com forte cobertura publicitária e simplesmente não deram certo.

Vem daí o axioma de que a pior coisa que pode acontecer a um mau produto é uma publicidade bem feita, porque bem mais cedo o consumidor vai entrar em contato com a má qualidade desse produto. E mais cedo ele vai ser expulso do mercado, por rejeição do consumidor.

Casos de má adequação de uma marca a determinado mercado existem em quantidade. Um exemplo foi o lançamento de Peter Stuyvesant no Brasil. Trata-se de um cigarro bem sucedido em diversos outros países e que fracassou no mercado brasileiro. A propaganda pouco ou nada teve a ver com isso. A marca Peter Stuyvesant, com este nome difícil de pronunciar em língua portuguesa, deveria competir num mercado habituado ao sabor dos cigarros da Souza Cruz. Marlboro pressionava do outro lado. Foi lançado nos fins dos anos 70 pela Rothmans, um fabricante que acabou se retirando do mercado brasileiro de cigarros. Pesquisa feita após o lançamento mostrou que em torno de 90% dos fumantes brasileiros chegaram a provar a nova marca e não repetiram a experiência. Isso mostra que a comunicação funcionou mas algo de errado havia no próprio produto: o sabor, estranho ao gosto brasileiro; o nome da marca, que confundia o consumidor; e a distribuição deficiente.

A imagem de um grande produto, do princípio da História até o final dos anos 20, era normalmente construída por uma reputação formada pelo uso através dos anos. As pessoas recomendavam umas para as outras e através dos tempos ia se formando um sólido prestígio da marca entre os consumidores. Após o surgimento do mercado de consumo de massa e a consolidação dos veículos de comunicação de massa, a imagem de um produto pode ser construída em poucos meses. O investimento financeiro é alto e a curto prazo, mas uma campanha agressiva tornará qualquer produto conhecido e experimentado pelo consumidor em muito pouco tempo.

A complexidade dos tempos que correm transformou e acrescentou responsabilidades ao papel de quem lança um produto. Antes, bastava fabricar algo de que as pessoas necessitassem, aproveitar a oportunidade e lançar o produto colocando-o nas mãos dos revendedores. O fabricante raramente pensava no consumidor final daquilo que produzia. Sua missão terminava no momento em que entregava ao atacadista ou diretamente ao varejo o resultado do trabalho da sua fábrica. Hoje, além de produzir o próprio produto, o fabricante tem a necessidade de produzir também a demanda para esse produto. A maior parte das grandes corporações mundiais sequer produzem as mercadorias que lançam no mercado. Encomendam a produção a terceiros, produzem apenas a demanda e constroem suas marcas poderosas. A Nike não possui fábricas. Possui apenas uma marca.

O prazer do homem moderno que vive nas cidades é o prazer de consumir. Os shoppings centers e os hipermercados são as enormes catedrais de consumo da idade contemporânea e os centros de integração das comunidades. A engenhosa descoberta da divisão da sociedade em segmentos identificou novas necessidades e novas oportunidades para o lançamento de novos produtos. A constatação de que não existe uma única sociedade humana e sim que ela se divide em partes, cada segmento mantendo seu próprio estilo de vida e a sua própria visão do mundo, fez surgir empresas especializadas em produzir apenas para um determinado segmento. E segmentou também as grandes corporações, agora organizadas em divisões treinadas para atender aos mais diferentes desejos ou necessidades de consumo.

Desenvolver o produto certo, adequado a um tipo especial de consumidor; estabelecer não o preço que ele vale, mas o preço que o consumidor queira pagar por ele; desenvolver a embalagem correta; escolher o canal de vendas apropriado. A propaganda só será eficiente se esses pontos tiverem sido acertadamente cobertos. E só então começa a guerra para conseguir a atenção do consumidor e fazê-lo experimentar algo que ele não pediu mas do qual certamente vai precisar.

[Celso Japiassu]

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

[[ TRECHO DO LIVRO "DEUS DA CRIAÇÃO - Uma visão teológico-criativa religiosamente publicitária" ]]

"...Quando se tem a idéia, a comunicação é simples, única, sedutora, memorável. Quando falta a idéia, a comunicação tem que apelar para artifícios de execução, fazer algo parecido com o que todo mundo está fazendo, apenas tentando uma diferença qualitativa na produção: um elenco mais famoso, uma música mais gostosa, um efeito especial mais complicado... Enfim, sem idéia, tudo fica mais frágil, mais caro, com resultados imponderáveis. E mais efêmero, já que, quando a tentativa dá certo, seguimos permanentemente vulneráveis a qualquer concorrente que, enriquecendo sua produção, destrua o encanto que conseguimos provocar..."

[pág. 98 de "O DEUS DA CRIAÇÃO"]

Aconselho a todos os amantes da publicidade [e não só aos publicitários] a lerem esse livro extremamente interessante, que trata-se de um paralelo entre a publicidade de Cristo e a adequação desta nos dias de hoje. Engana-se quem estiver pensando: "É mais uma forma de enfiar 'guela' abaixo Jesus". Para os inteligentes, Jesus é um grande exemplo de como ser persuasivo mesmo quando as circunstâncias não ajudam...

Abraço a todos!

domingo, 19 de outubro de 2008

[[ OLÁ! ]]

Desculpem a todos por não estar mais escrevendo todos os dias, estou muito ocupada nesses dias. Mas, continuem visitando o BLOG, a participação de vocês é muito importante!

Beijo grande, e até mais!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

[[ MARKETING DE SERVIÇOS ]]

" Os homens nascem livres e, em toda parte, estão aprisionados."
[ Rousseau ]

Se perguntar-me porque lembrei da frase do Contrato Social, ao escolher o Marketing de Serviços como tema para essa última página, respondo que lembrei dela ao perguntar-me: - por que, nesses tempos de "encontro com o futuro", consubstanciado no novo milênio, todo mundo fala das novas oportunidades para o marketing de serviços e nunca foi tão difícil encontrar um serviço sequer digno do nome?

Se não me acredita, busque no seu Document Center ou na biblioteca a edição de 23.10.2000 da revista Business Week e leia a instrutiva reportagem intitulada Why Services Stink (Por que os serviços são uma m...)

Aprendi cedo, com meu querido e saudoso professor Carlos Werneck, que uma das melhores maneiras de dirimir dúvidas e/ou resolver problemas é tentando entendê-lo melhor através da análise da origem das palavras. Se você procurar, no novo Aurélio, a palavra serviço, vai receber, instantaneamente, uma dose maciça de insight. Ela deriva do latim servitiu - que significa "a escravidão" ou "os escravos" - quase um sinônimo perfeito de servidão. Mas quem liga para a etimologia e o latim nos dias atuais? Será que a idéia de serviço ainda evoca - no rapaz que nos atende tão bem no McDonald e na moça da caixa do banco, que atende tão mal - idéias de escravidão? A resposta está contida no próprio exemplo - e a única razão pela qual o moço do McDonald tem orgulho do que faz, e a jovem bancária nos detesta, é que um teve bom treinamento e o outro não.

Mas, voltando aos fundamentos, além de olhar no dicionário, gosto de consultar a Bíblia, que, no caso do marketing, é o livro Administração de Marketing, do vovô Philip Kotler, cuja 10ª edição se autoproclama a "do milênio" pois é significativo que entre uma edição e outra o professor tenha substituido três citações (de T. Levitt, de um ex-presidente da IBM e de um gerente da AT&T) por uma observação sua, que chama de "essencial": Toda empresa é uma empresa de serviços. Não existem indústrias de produtos químicos; existem empresas especializadas em serviços químicos.
Aí está a chave da questão: se toda empresa é uma instituição voltada para a prestação remunerada de serviços, por que algumas agradam e outras desagradam? Essa é a dúvida saudável que deixo ao caro leitor...

J. Roberto Whitaker Penteado

sábado, 27 de setembro de 2008

●๋• O CORPO HUMANO EM LIQUIDAÇÃO: SEXO NO MERCADO

A propaganda existe por causa da concorrência entre marcas de produtos que desejam seduzir o mesmo consumidor. Quanto maior a competição, maior o volume de anúncios e maiores os investimentos em comunicação e marketing.

Um produto monopolista não precisa fazer anúncios, a não ser os do chamado "good will", para fazer média com as autoridades, o povo e os meios financeiros. São os anúncios em que as empresas louvam a si mesmas e propagam o que de bom andaram fazendo ou pretendem fazer.

No mercado de livre concorrência, a briga é tão feia que, além das mercadorias, os próprios anúncios competem uns com os outros para conquistar a atenção do consumidor. Sempre que um anúncio é veiculado, está disputando o olhar do público com outros anúncios, com o próprio noticiário e também com reportagens e os apelos diversos que estão presentes na mídia.

Ninguém se senta diante do televisor ou abre um jornal ou revista para ver anúncios. É preciso, pois, que o anúncio primeiro venda a si próprio, para conseguir vender o produto que anuncia.
Por isso o anúncio precisa ter força para chamar e prender a atenção do leitor/ouvinte/espectador e, atualmente e cada vez mais, também a atenção do mouse do computador.

Esta é a razão de a criatividade ser tão valorizada na propaganda. A necessidade de criar peças originais, capazes de chamar e prender a atenção, é o que faz a propaganda empregar e valorizar artistas e criativos não apenas em seus departamentos de criação.
A cultura criativa deve permear toda a atividade da moderna agência de propaganda. Mesmo as agências que se definem como estratégicas, capazes de posicionar com perfeição um produto no mercado, precisam apresentar peças criativas memoráveis. Se não forem capazes de oferecer brilhante ou pelo menos adequado material criativo, suas campanhas perdem substância, passam despercebidas e, com o tempo, essas agências acabam por perder os seus clientes.

Na procura de temas que conquistem o consumidor, as pesquisas, a experiência e a observação dos seres humanos ensinaram como são fortes os apelos que se dirigem aos instintos e aos sentidos. Uma peça que provoque o instinto de sobrevivência, o erotismo ou o prazer hedonista tem sempre a eficiência de uma nova surpresa.
A indústria de alimentos desperta o apetite quando apresenta seus pratos deliciosamente fotografados e decorados; as companhias de seguro mobilizam clientes quando falam da segurança da família ou do patrimônio e a as fábricas de bebidas prometem a intensidade do prazer. As pessoas olham, têm desejo e compram.

O que foi dito acima não é uma relação de regras para se fazer propaganda, apenas uma introdução para falar sobre sexo.
Um dos mais fortes argumentos publicitários tem sido o sexo, nas suas formas de sensualidade, desejo e erotismo, o que tem provocado uma interminável discussão sobre o bom e o mau gosto, o moral e o imoral, o erótico e o debochado. Embora as sociedades tenham se tornando mais abertas e tolerantes, sexo ainda provoca surpresa quando apresentado na mídia, seja em suas formas sutis ou explicitamente pornográficas.

Em paralelo à sua utilização como recurso publicitário, o sexo tonou-se, ele próprio, um produto industrial explorado com as mesmas técnicas de marketing utilizadas por todos os produtos existentes no mercado.

Como mercadoria é tão antigo como a mais antiga das profissões. Mas recebeu tratamento moderno, compatível com a era do marketing, desde o aparecimento das primeiras revistas eróticas vendidas ostensivamente nas bancas. Primeiro nos Estados Unidos, que como sempre antecipam as grandes modificações de comportamento que vão ocorrer em todo o mundo, para depois se transformar numa indústria globalizada, faturando mais de meio trilhão de dólares a cada ano.

Derivado da própria sexualidade humana, o sexo como produto surgiu, paradoxalmente, como consequência da repressão sexual. Passou, usando como exemplo o Brasil, da fase artesanal representada pelo talento incomum de um Carlos Zéfiro para os canais de televisão especializados no tema, como é o caso de Playboy e Sex Hot.

As revistinhas de Zéfiro eram vendidas na clandestinidade, apreendidas pela polícia e preenchiam a solidão e a fantasia de adolescentes e adultos. Muitos donos de bancas de jornais foram presos e processados por atentado ao pudor, por venderem produto ilegal e perseguido. Os padrões de tolerância da sociedade estavam longe da sofisticada presença dos canais eróticos da Net ou da TVA, que apresentam uma produção de matéria sexual explícita e acabada, embalada e distribuida com técnicas industriais.

A poderosa indústria do novo sexo oral, o sexo por telefone, tem trazido dores de cabeça para os pais e problemas para os púberes e adolescentes que varam a madrugada escutando as excitantes palavras das mulheres sem rosto emitidas de Hong Kong, da Holanda ou da Dinamarca.

As enormes contas de telefone que assustam os pais são derivadas dos anúncios desse novo produto - sexo por telefone - veiculados na televisão e nas revistas eróticas. E os meninos purgam a culpa, não pela curiosidade sexual própria da idade e estimulada pela propaganda, mas pelo tamanho das faturas das chamadas telefônicas que eles ignoravam que fossem de ligações para países tão distantes.

A Internet deu novo e enorme impulso ao marketing do sexo como produto. Os sites especializados cobram ingresso e faturam alto, o e-commerce vende todos os acessórios que as fantasias eróticas puderem imaginar. A agressividade dessa indústria na Internet é capaz de invadir listas indiscriminadas de e-mails e, sem pedir autorização, enviar convites para festins libidinosos a castos sacerdotes.

Como todos os produtos, o sexo foi comercializado porque existia uma demanda claramente identificada, portanto um mercado comprador à espera do produto. Os investimentos foram feitos como em qualquer atividade industrial, desde a compra da matéria prima - o corpo humano - à identificação dos corretos canais de distribuição e comunicação. A propaganda foi usada para disseminar o conceito desse produto que havia crescido na ilegalidade e na clandestinidade e que passou a ser tolerado, como reação social a anos de repressão.
Junto com a tolerância da sociedade, convive a preocupação com a crescente disseminação do sexo comercializado pela mídia. Os padrões morais em vigência debatem o assunto, condenam e buscam soluções, talvez sem atentar que, desde a Idade Média, nenhum preconceito moral ou mesmo a religião teve força suficiente para vencer uma mercadoria.O corpo humano é uma mercadoria. As próximas a serem lançadas vão ser as almas em liquidação.

Celso Japiassu

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

●๋• O DEUS DA CRIAÇÃO - Uma visão teológico-criativa religiosamente publicitária

PRECISO LER ESSE LIVRO!!!

Engana-se quem pensa que o marketing foi inventado pelos pragmáticos homens de negócios americanos, em fins do século XIX e aprimorado por uma infinidade de autores no decorrer do século XX. Adilson Xavier nos prova, em O Deus da Criação – Uma visão teológico-criativa religiosamente publicitária , que Jesus Cristo desenvolveu toda a sua pregação seguindo rigorosamente o evangelho do mais moderno processo do marketing de idéias ou de produtos.

Se o marketing significa, conforme uma das suas definições mais populares, “um mecanismo de relacionamento e aproximação com os clientes/consumidores”, Jesus estava certo quando montou sua plataforma de comunicação identificando com precisão o seu público alvo, a ele dirigindo a sua mensagem de forma criativa, original e persuasiva. Assim como fazem, até hoje, as campanhas de comunicação de marketing bem sucedidas.

Jesus já foi interpretado das mais diversas formas e vestiu, ao longo de 2007 anos desde a sua morte, os mantos que vão de marceneiro a Filho de Deus, passando pelas interpretações que o vêem ora como agitador revolucionário, profeta ou demiurgo, sem contar as mais de 100 denominações que lhe foram atribuídas e que podem ser encontradas nos textos da Bíblia. Seu nome e a sua mensagem são até hoje veiculados em toda sorte de mídia e permanecem na lembrança do público - seu mercado - como marcas vivas, permanentes e sempre renovadas.

A originalidade da tese de Adilson Xavier não é a de encarar Jesus como comunicador, pois essa sua habilidade já foi dissecada em incontáveis textos, mas a de identificar em Cristo um hábil pregador que, prova o autor nas 220 páginas do seu livro, foi o mais talentoso senhor das técnicas de comunicação de marketing em toda a história da humanidade.

Adilson é católico praticante, o que afasta qualquer possibilidade de blasfêmia ao sugerir a eventual ligação de Jesus Cristo com práticas comerciais. Logo ele, que expulsou os vendilhões do templo. Não se trata disso. O autor já pertenceu à Juventude Franciscana e é um profundo conhecedor dos textos bíblicos, como comprova na abordagem que faz de diversos episódios do Novo Testamento, todos eles capazes de comprovar a tese apresentada no livro. Ele é também um premiado criador da publicidade brasileira, ocupando a presidência de criação de uma grande multinacional de publicidade e marketing, de cujo conselho de administração mundial faz parte. Tem conhecimento e autoridade suficientes, portanto, para escrever o que escreve. E o resultado é um texto agradável, composto em estilo coloquialmente simples, mas que não deixa sequer um momento de considerar a importância do tema que resolveu abordar.

Por dever de ofício, o autor de O Deus da Criação busca a originalidade. A própria escolha da tese que defende sobre Jesus apresenta características inéditas, pois embora seu personagem já tenha sido comparado a dezenas de fenômenos humanos e divinos e seja objeto de incalculáveis teorias, não se havia tentado analisá-lo detidamente na qualidade de comunicador, senhor das técnicas da publicidade, capaz de superar em eficiência, despido da divindade, qualquer campanha de marketing até hoje desenvolvida.

Tanto as religiões quanto as ideologias precisam de eficiência na transmissão de suas mensagens para ter sucesso na comunicação com seus públicos alvos e, dessa forma, serem bem sucedidas na conquista de número cada vez maior de adeptos. O poder das idéias baseia-se na sua força de penetração no sentimento - alma - das pessoas. Na realidade contemporânea, em que se discute a falência das ideologias e um retrocesso na História, as religiões são, cada vez mais, seus substitutivos como vetores de esperança e possibilidade de salvação. Nem todas, no entanto, com a eficiência da primeira pregação de Jesus, embora todas elas, pelo menos no Ocidente, sigam o mesmo caminho: apresentar-se como a legítima herdeira da mensagem original.

Se o reinado absoluto da Igreja Católica Apostólica Romana esteja hoje sob contestação, diante da quantidade de seitas que se dizem cristãs, nenhuma delas será capaz de repetir o fenômeno de comunicação que foi a obra do próprio Cristo e dos seus apóstolos, estes últimos responsáveis pela sustentação do lançamento criado, produzido e executado pelo Mestre. Esta é a conclusão a que se pode chegar após a leitura desse livro, que reconhece, logo de início, a força da marca visual introduzida pela campanha, desenhada por um traço horizontal cruzando com outro vertical e que virou um símbolo de esperança apesar de inspirada num instrumento de conotações horrorosas, usado para a prática de tortura cruel e mortal. Uma prova de que nem sempre as conotações negativas de um símbolo são capazes de condená-lo eternamente.

Através da comparação do marketing do cristianismo com sua vivência pessoal de publicitário diante de constantes desafios profissionais, Adilson Xavier não só sustenta a sua tese como aproveita para compor um livro indispensável para profissionais de marketing, comunicadores e estudantes de comunicação.

Ainda inspirado nos exemplos da vida de Jesus conforme os testamentos, o autor de O Deus da Criação outorga um decálogo de mandamentos para se desenvolver uma eficiente campanha de comunicação. Seu modelo é o briefing que Moisés recebeu de seu cliente no Monte Sinai, "bem mais conciso e objetivo do que os que a maioria de nossos atuais empresários consegue fazer", revela Adilson.

Seus dez mandamentos são até mais concisos que os de Moisés, pois se restringem às palavras Flexibilizarás, Focarás, Simplificarás, Subverterás, Rirás, Encantarás, Questionarás, Confiarás, Exagerarás e Persistirás .

Com este enunciado simples, expõe toda uma teoria para a prática da criação publicitária. Flexibilizar significa não se apegar às regras estabelecidas nem partir do princípio de que se é dono da verdade. Este é o primeiro mandamento do criador de publicidade, pois todo processo criativo exige humildade, antes de tudo. O segundo dos mandamentos – focarás – alerta para o fenômeno da perda de objetivos, que compromete as campanhas de comunicação bem mais do que seria desejável. O terceiro mandamento de Adilson refere-se à idéia criativa e a necessidade de impacto, diferenciação e simplicidade enquanto o quarto mandamento fala da necessidade de subverter pela originalidade. Os seguintes acentuam os ingredientes de uma boa publicidade: emoção, humor, encanto, questionamento, confiança, ênfase e persistência.

Cada enunciado teórico da técnica de criação publicitária encontra o exemplo correspondente na narrativa dos evangelistas sobre a campanha de Jesus, que durou três anos, bem menos do que outras campanhas de marketing, sejam de produtos de consumo como refrigerantes ou de idéias políticas como o fascismo. Estas se estenderam por mais tempo, mas desapareceram da face da terra, ao passo que a idéia de Jesus, lançada no princípio da nossa Era, permanece.

O sucesso pode ser explicado, talvez, porque o comunicador tinha muito talento e sua mensagem causou forte impacto num tempo que tinha carência de idéias novas e - como hoje - o mundo estava muito velho.

Celso Japiassu
(para a Revista Brasileira de Ciências da Comunicação)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

●๋• AFINAL, O QUE É MARKETING?

Direto ao ponto – “Marketing é marcar o cliente”. Vou tomar emprestada essa definição do amigo Edmour Saiani revelada em seu livro Loja Viva: Revolução no Pequeno Varejo Brasileiro. É exatamente isso, marcar o cliente. Alguns de vocês podem estar pensando: mas é só isso!?!? Eu diria que não é pouco. O Philip Kotler, papa do marketing no mundo inteiro, diz que marketing é “a arte e a ciência de se cultivar relacionamentos lucrativos com os clientes”. Vamos pensar um pouco sobre a força dessas definições.

Começando com o cliente – A primeira questão é que o ponto de partida do marketing é o cliente. É a partir das necessidades e dos desejos das pessoas que a empresa deve se mobilizar para marcar o cliente. Só assim será possível garantir a satisfação e até mesmo superar o que os clientes estavam esperando. Como posso saber se meus clientes estão satisfeitos se eu não sei o que eles esperam de mim? Embora isso pareça óbvio, com freqüência encontramos empresas que simplesmente ignoram o que os clientes têm a dizer. E ainda falam que não vale a pena ouvir os clientes porque nem sempre eles sabem o que querem. Isso é verdade, nem sempre a gente sabe o que quer. Mas, a questão não é essa. O fato de o marketing ter o cliente como foco, nos impõe a necessidade de não apenas ouvir as pessoas, mas entender suas atitudes e compreender seu comportamento.

Relacionar é preciso – Muitos nos dizem que o marketing é muito difícil porque cada cliente quer uma coisa diferente. Pior ainda, um mesmo cliente, num momento age de um jeito e em outro momento semelhante age de forma completamente diferente. Um mesmo cliente tem tolerância diferente em relação ao tempo de espera numa fila de caixa se estiver sozinho ou acompanhado, por exemplo. Isso nos leva a outra constatação essencial: cliente é gente. E como tal, tem dia que está bem, tem dia que mais parece o fim do mundo. A gente é assim. Isso não tem jeito de mudar. Mas um conceito que pode ajudar bastante a lidar com tudo isso é o relacionamento. Relacionamento é igual planta: tem que regar todo dia. Pouco a pouco. Senão não cresce. Naturalmente isso dá trabalho, mas a recompensa vem com o tempo e é muito mais consistente.

Luzes, câmera, ação!!! – Marcar o cliente é a grande ação do marketing. Não dá pra pensar em fazer marketing no conforto do escritório. O marketing acontece nas ruas, nas casas, no trabalho, no lazer, enfim o marketing acontece na nossa vida cotidiana. Por isso é preciso ficar em estado de alerta constante, observar as pessoas, como elas agem, o que pensam, o que fazem e deixam de fazer, isto é, como vivem, no sentido mais amplo da palavra. É preciso estar presente, sentir o cheiro. Ficar atento, especialmente, às trocas que fazemos com as empresas. É aí que começa o marketing. É simples assim: de um lado estão todas as pessoas da empresa fazendo um grande esforço para entregar algum produto/serviço valorizado pelos clientes. De outro lado, estão os clientes com algo de valor e de interesse das empresas para dar em troca desses produtos/serviços. Nesse processo, o que importa é a percepção. Ou seja, o quanto o cliente percebe que seu produto/serviço vale. Essa percepção de valor é o teto do preço que a empresa pode praticar.

Arte + Ciência – Isso exige que a gente una a sensibilidade das artes com a precisão da ciência para desenvolver relacionamentos lucrativos com os clientes. É muito comum associar o marketing à criatividade. Sem dúvida é preciso uma boa dose de criatividade para lidar com os desafios do marketing num mercado tão competitivo como o que vivemos hoje. Mas, só boas idéias não encantam os clientes. Além da criatividade é preciso pró-atividade. É preciso fazer, suar a camisa, mas orientado por princípios e conceitos que fundamentam o marketing. E não é necessário tentar inventar a roda. Mais do que grandes idéias devemos buscar e garantir soluções simples e óbvias para marcar os clientes. Muitas vezes as empresas cultivam a excelência e negligenciam a essência. E a essência do marketing é deixar uma marca bacana e profunda na mente e no coração dos clientes.

Michel Vasconcelos
Especialista em Marketing e mestre em Antropologia do Consumo
michelvasconcelos@terra.com.br

terça-feira, 9 de setembro de 2008

●๋• A ARTE DE SABER OUVIR O CLIENTE

Segundo Aurélio, o significado da palavra pesquisar é “informar-se a respeito de”. Nunca se falou tanto sobre a necessidade de ouvir o cliente, de conhecer suas preferências, necessidades e desejos. Como fazer, são outros quinhentos.

A arte de saber ouvir – A primeira coisa a fazer é ter disposição para ouvir. Parece óbvio, mas é o erro mais comum. Quem já não passou pela situação de entrar numa loja de roupas (ou de qualquer outro produto/serviço) e pedir ao vendedor um determinado produto/serviço e ele apresentar várias opções, menos a que você pediu. Sabe por que isso acontece? Porque o vendedor está mais preocupado em vender, bater sua cota do que entender de que forma seu produto/serviço pode ajudar a solucionar o problema do cliente. Ao invés de vender, é preciso inspirar o cliente a comprar. Para isso, perguntar é vital.

Fazendo a pergunta certa – O cliente, ao adquirir um produto/serviço, está em busca de solução para algum problema. Voltando ao caso da roupa, imagine uma data especial, como um casamento, uma formatura. Em ocasiões como estas a expectativa do cliente é muito maior se comparada a compra de uma roupa para o dia a dia. Será que os vendedores tem noção de sua responsabilidade em agradar o cliente nestes momentos? Não importa a data em si, o que é preciso saber é que os clientes compram soluções e não produto/serviços. É claro que o produto/serviço é importante, pois é ele que pode solucionar o problema do cliente. Mas antes do produto/serviço vem o problema, ou seja, a necessidade ou desejo do cliente. A oportunidade! Entre no clima do cliente. Ponha-se no seu lugar. Pense como Cliente!

Pesquisar é preciso, organizar mais ainda – A primeira fonte de pesquisa é o funcionário. Depois o Cliente. Se ainda quiser saber mais, contrate uma empresa para ajudá-lo. Pesquisas feitas no dia a dia podem ajudar muito. As informações devem ser coletadas de forma padronizada, organizadas e analisadas constantemente. É importante também que os vendedores e os clientes tenham um retorno. Só assim eles vão se incentivar a dar mais informações. Eles podem ajudar muito na análise. Isto permitirá uma sintonia mais fina entre a empresa e seus clientes.

Terceirizar – Estamos falando em contratar uma empresa de pesquisa para ouvir os clientes? É isso mesmo. Você deve estar pensando: é muito caro, não posso pagar. Além do mais, eu já estou ouvindo meus clientes, para que preciso contratar alguém? Em primeiro lugar, nem sempre é caro. Depende muito do tipo de pesquisa e da forma como os dados serão coletados. É bom lembrar também que não é necessário ouvir todos os seus clientes, basta uma pequena parte deles. É a mesma situação como quando estamos preparando uma sopa e precisamos experimentar seu tempero. Para isso não precisamos tomar toda a sopa. Uma pequena colher é suficiente. Bem feito dá lucro! Só com uma empresa de pesquisa vamos conseguir obter informações de Clientes que não vêm à nossa loja! Aqueles que adoraríamos que nos visitassem. E, além disso, vamos poder ter uma avaliação imparcial de como atendemos, como nossos Clientes enxergam nosso produto/serviço e nosso negócio.

Pesquisa e ação – A pesquisa deve gerar ações. De melhoria, de correção de rumo, de inovação. Só vale a pena fazer pesquisa quando a sua vontade de mudar estiver muito aguçada. Estruture pesquisas freqüentes para acompanhar a evolução de indicadores que você considerar importantes para o seu negócio e aja. Seja como for, nunca perca a oportunidade de ouvir seus clientes. Eles sempre têm muito a dizer. Nesse caso, o barato não sai caro.

Michel Vasconcelos
Profº. de Marketing e Pesquisa e mestre em Antropologia do Consumo (UFF)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

●๋• O NÓ DA UNIVERSIDADE

" Nessa última segunda-feira, fui impedido de entrar no campus da UFRJ - onde estou fazendo um curso de pós-doutorado - pelos mesmos porteiros que estão, habitualmente, em seus postos para facilitar a entrada das pessoas. Por causa da greve, explicaram. Disseram-me que isso (ser "barrado") não ocorria, no país, desde a época do regime militar.

Estou seguindo um curso, no setor de História da UFRJ, exatamente com o objetivo de conseguir entender as agudas contradições do Brasil. "Somos um país tolerante, cordial" - proclamaram Gilberto Freyre e Sergio Buarque - mas o que se vê, no dia-a-dia, são os sinais de violência e a prática da intolerância.


Na discussão da questão da universidade brasileira, é absurda a radicalização das partes - a tal ponto, que o ministro Paulo Renato, preocupado com a imagem de presidenciável, parece ter desistido de arbitrá-la.

O que dizem os críticos da universidade pública? Que representa um peso para a nação: é ineficiente, injusta, perdulária e corporativista. Ineficiente porque - demasiadamente conceitual e teórica - não prepara nem para a vida nem para o trabalho. Injusta por prestar seus serviços a quem menos precisa deles: as classes mais abastadas. Perdulária, porque apresenta baixíssima relação alunos x professores e alunos x funcionários. Na ponta do lápis, custa de 3 a 8 vezes mais à sociedade do que um aluno formado na escola privada. E corporativista - sem nenhum privilégio - como é corporativista toda a sociedade brasileira, com a agravante de que a versão acadêmica inclui o patrulhamento ideológico: uma só linha de pensamento costuma ser aceita, especialmente nas escolas federais.

Os defensores têm argumentos consideráveis. Não admitem as medições quantitativas de eficiência, uma vez que, atualmente, só as universidades públicas se dedicam ao importante trabalho de pesquisa, praticamente inexistente na rede particular. (Devo testemunhar que, no meu recente convívio com nossas universidades públicas, conheci profissionais de rara competência, à altura dos melhores do 1º Mundo). Por outro lado, seus números - que são de domínio público, diferentemente dos das particulares - incluem a onerosa manutenção de hospitais e outras instituições de serviços - além de substancial passivo de pensões e aposentadorias, o que não ocorre com as de direito privado. A admissão de alunos de maior poder aquisitivo reflete a qualidade do processo de seleção - e, mesmo assim, são as públicas que oferecem maior número de bolsas aos jovens de famílias carentes.


Ao suposto corporativismo ideológico, contrapõem-se críticas ao mercantilismo de muitas escolas particulares, excessivamente presas a orçamentos que não admitem prejuízo.

Enquanto isso, a educação superior continua apresentando números comprometedores, que colocam o país abaixo do Chile e da Argentina, no mesmo nível do Paraguai e de Zâmbia. E a participação do ensino privado cresce cada vez mais.


Será difícil resolver o problema no âmbito do MEC. Como percebeu o ministro, os setores-chave da instituição estão nas mãos de profissionais ou simpatizantes das universidades públicas, que são - inclusive - as que "julgam" o ensino particular, através dos provões e das comissões de avaliação. Diante do premente desafio de modernização do Estado, é, hoje, definitivamente questionável se a educação deve continuar centralizada em Brasilia. Nos EUA, por exemplo, o sistema é administrado pelos Estados.

Mas pior do que tudo será radicalizar. Nas críticas e suas defesas, há elementos de verdade e de distorção que não são difíceis de identificar e distinguir. Há, também, escolas públicas e privadas extremamente respeitáveis e as há absolutamente desqualificadas - o que não deveria ocorrer.

A sociedade precisa de suas universidades públicas, como as universidades - e o pessoal que nelas trabalha, de fato - precisam de reconhecimento pela contribuição que dão - e pela que podem dar ainda mais, se aceitarem as vassouradas e espanadas de que carecem, nos seus recantos menos acessíveis.


E não pode ser deixado para depois. Ou as universidades públicas poderão seguir o mesmo caminho dos nossos portos marítimos, tornando-se caras e inúteis ruínas, vítimas da intolerância e da falta de visão. "

J. Roberto Whitaker Penteado

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

●๋• INTERNET E MARKETING

O Mkt na internet é uma realidade??

Fala-se dele, mais do que se pratica. Mas não há dúvidas de que uma rede de comunicação que congrega dezenas de milhões de pessoas com razoável poder aquisitivo - portanto, consumidores potenciais de todos os tipos de produtos e serviços - representa uma excepcional oportunidade como instrumento de comunicação e de vendas.

É indiscutível que a Internet pode oferecer imensas oportunidades ao profissional de Marketing. A maioria dos sites das empresas ainda são administrados por gente jovem, que entende de informática, mas não de marketing. Quase todas as homepages e os links pela internet estão estruturados em função do próprio meio - e não da conveniência dos clientes/consumidores. Falta o dedo do profissional de marketing, para torná-las realmente "amigáveis" para os cidadãos-comuns, que são a maioria das pessoas que trafegam pela internet. Pode-se comparar isso com a fase inicial do marketing, em que as empresas eram todas product-oriented, e tiveram de voltar-se para o mercado, para os consumidores, para tornarem-se marketing-oriented. A internet de hoje está ainda, definitivamente, product-oriented - ou, até, melhor dizendo: medium-oriented. Olhando para o próprio umbigo.

Com relação à propaganda, o problema é semelhante: os criativos de propaganda realmente bons ainda não dominam o meio. Acham que se trata de criar banners engraçadinhos ou fazer cineminha de animação. A maioria das pessoas ignora as mensagens, ou fecham os quadradinhos de anúncios, quando aparecem, sem ler.

Existe, ainda, certa confusão entre "comércio eletrônico" e marketing pela Internet. Comércio eletrônico é a tradução para e-business. Há imensas possibilidades para agilização de negócios através da rede, em vista dos seus recursos de transporte e visualização de praticamente qualquer coisa - fotos, documentos, softwares, etc. E a velocidade, quase instantânea. O que é ótimo, por exemplo, para transações financeiras - desde que as transferências de fundos se processem, paralelamente, pelas formas convencionais. Ou para reuniões on-line, entre parceiros que se encontram separados, às vezes, por milhares de quilômetros.

Já o marketing é, essencialmente, relacionamento entre produtor e consumidor, entre uma empresa e seus clientes. Pelas características do meio, do lado do cliente, ele se processa verdadeiramente na base de one-to-one - um a um - como no livro de Peters e Rogers. A maioria das empresas ainda não está preparada para lidar individualmente com cada um de seus clientes.

Nosso país, entretanto, ainda lida com problemas que lhe são específicos: muitos têm a ver com a forte característica de prestação de serviços que o marketing pela internet apresenta. E luta-se, aqui, ainda, com dificuldades para assimilar preceitos do bom marketing de serviços, como treinamento constante e boa comunicação interna. Outro setor em que estamos atrasados - apesar de algum progresso recente - é o da tecnologia. Excetuando-se algumas áreas urbanas privilegiadas, a simples conexão telefônica com o provedor pode tornar-se uma tortura. A navegação pelos sites - sobretudo os nacionais - é, freqüentemente, de uma lentidão exasperante. Isso acaba afastando os usuários, fazendo com que comprem menos ou deixem de comprar. Outro fator preocupante é a nossa ainda pequena habilidade para lidar com computadores - que os americanos chamam de computer illiteracy. Apesar dos números absolutos que impressionam - mais de 10 milhões de usuários, na rede - em termos relativos ainda são muito pequenos. E, nesse aspecto, os grande responsáveis são a própria indústria da informática, que não assume uma postura mais didática para a conquista de novos usuários - e um sistema educacional, que, especialmente no ensino fundamental, está próximo da Idade da Pedra.

Qual o futuro do Marketing via Internet? Apesar dessas críticas e restrições, confesso ser, não só usuário assumido da internet, mas seu entusiasta. Já não há, sequer, presente para o profissional de marketing que não esteja imerso até as orelhas na internet - e em todas as novas tecnologias. E certamente não haverá futuro. Mas é essencial não esquecer que o marketing continua tendo seus fundamentos no relacionamento entre as pessoas. E isso, tenho certeza de que não vai mudar.

J. Roberto Whitaker Penteado